parêntesis
já estou de volta há mais de um mês mas parei no tempo em relação ao blog. pra não deixar isso aqui sem pé nem cabeça, vou terminar o relato da viagem, passando pra cá as anotações que fui fazendo no meu diário de bordo. é também um jeito de esticar um bocadinho as férias, enquanto releio, vou lembrando as passagens. aproveito pra colocar a acentuação correta nos posts anteriores. comentários póstumos entre colchetes.
paris 0 e 1
zero - a chegada em paris foi um pouco chata. primeiro porque passamos a manhã toda entre aeroportos (mykonos, atenas e orly). assim que chegamos em paris deixamos as coisas no hotel e fomos pra gare du nord tentar resolver uma questão da passagem de trem paris-amsterdã que não tinha chegado na data, e isso levou um tempão e não se resolveu, a gente só se irritou com a má vontade das pessoas. foi bem desgastante e não fizemos nada de bom nesse dia.
um - nesse dia ainda perdemos mais uma manhã com a questão do trem, mas pelo menos resolvemos. compramos coisas para o café da manhã (croissant, suco e queijos) e comemos em frente ao hotel de ville. tudo em paris está lotado, mais lotado do que nunca. a cidade me parece à beira de um colapso turístico. andamos até o louvre e encaramos. o louvre me fez pensar bastante em como o homem vem trabalhando a representação ao longo dos tempos, mas mesmo assim senti falta de bagagem. é um museu pesado, mas de qualquer forma apreciei melhor os gregos (vi a vênus de milos com outros olhos, a coitadinha) e os egípcios. é estranho isso de você ter que colar os caquinhos de juntar a informação das ruínas com o que foi parar nos museus. por que não deixaram tudo no lugar de origem?
ri de tristeza diante da histeria coletiva na frente da monalisa. as pessoas só querem tirar fotos, ninguém esta preocupado em apreciar as obras!
do louvre andamos até a praça da concórdia pelo jardim de tuilheries e então fomos jantar no chantiers, um restaurante bem tradicional (como se fosse o lamas mais ou menos) e "barato". eu achei bem bom, o cônjuge não curtiu tanto. em paris troquei a cerveja pelo vinho tinto.
um - nesse dia ainda perdemos mais uma manhã com a questão do trem, mas pelo menos resolvemos. compramos coisas para o café da manhã (croissant, suco e queijos) e comemos em frente ao hotel de ville. tudo em paris está lotado, mais lotado do que nunca. a cidade me parece à beira de um colapso turístico. andamos até o louvre e encaramos. o louvre me fez pensar bastante em como o homem vem trabalhando a representação ao longo dos tempos, mas mesmo assim senti falta de bagagem. é um museu pesado, mas de qualquer forma apreciei melhor os gregos (vi a vênus de milos com outros olhos, a coitadinha) e os egípcios. é estranho isso de você ter que colar os caquinhos de juntar a informação das ruínas com o que foi parar nos museus. por que não deixaram tudo no lugar de origem?
ri de tristeza diante da histeria coletiva na frente da monalisa. as pessoas só querem tirar fotos, ninguém esta preocupado em apreciar as obras!
do louvre andamos até a praça da concórdia pelo jardim de tuilheries e então fomos jantar no chantiers, um restaurante bem tradicional (como se fosse o lamas mais ou menos) e "barato". eu achei bem bom, o cônjuge não curtiu tanto. em paris troquei a cerveja pelo vinho tinto.
mykonos 3
passeio a delos. delos é uma ilha "perto" de mykonos (aspas por conta da relatividade, já conto por quê). ela é desabitada, mas já foi grande centro de comércio e peregrinação e hoje é um grande sítio arqueológico a céu aberto. chegamos no primeiro barco. é realmente impressionante o tamanho do lugar e a quantidade de templos e construções (algumas ainda conservam mosaicos no chão). só que achei tudo muito descuidado, desde a sinalização (tinham placas em francês, outras em inglês e outras simplesmente só em grego) até a conservação do espaço - em delos tem um museu que fica meio largado. é uma pena. na volta, a tormenta. a pequena distância que separa delos de mykonos se tornou uma eternidade à medida que o tempo virou e passou a ventar forte. claro que o barco começou a balançar e eu a passar mal. sério, é uma sensação tão ruim que você é capaz de qualquer coisa pra se livrar dela, só que não tem o que fazer - eu me beliscava com forca e fiquei com o braço cheio de unhadas. foi a pior meia hora da viagem, pelo menos foi só meia hora. na chegada, eu nem esperei o barco atracar direito e fui a primeira a pular fora, xingando poseidon até a última geração.
à tarde, piscina do hotel. depois, praia de paradise. aí sim a mykonos que estava no meu imaginário. mentalize porto seguro (se nunca foi, sorte a sua). no lugar de axé, dance music (um pouco menos pior). então fica toda a garotada dançando e bebendo uns coquetéis coloridos e um sujeito careca com uma tanga fio-dental fazendo o papel de animador. e mais uma meia dúzia de gente pelada e/ou de topless. seria praticamente a visão do inferno se a praia não fosse linda e a gente não estivesse na grécia. aqui vale tudo. aliás, em vários lugares da viagem quisemos ter nossos amigos por perto, mas em mykonos esse sentimento foi mais forte porque é um lugar muito divertido e engraçado.
pesadelo - no meio da galera em paradise tinha uma garota que estava totalmente pelada entre seus amigos (não-pelados). ela tava tranquilona, sem nenhuma vergonha, tirava fotos, sentava na areia, uma coisa bizarra, pra minha cabeça conservadora, claro. para os tarados de plantão, era não era gata, era até um pouco feia. lá pelas tantas o careca da tanga veio e pegou a guria pra subir no palco. me senti tão constrangida por ela, me lembrou aqueles pesadelos que a gente tem, em que estamos nus (ou em outra situação embaraçosa) no meio de um monte de gente vestida.
à noite, jacuzzi e passeio pelo centro.
à tarde, piscina do hotel. depois, praia de paradise. aí sim a mykonos que estava no meu imaginário. mentalize porto seguro (se nunca foi, sorte a sua). no lugar de axé, dance music (um pouco menos pior). então fica toda a garotada dançando e bebendo uns coquetéis coloridos e um sujeito careca com uma tanga fio-dental fazendo o papel de animador. e mais uma meia dúzia de gente pelada e/ou de topless. seria praticamente a visão do inferno se a praia não fosse linda e a gente não estivesse na grécia. aqui vale tudo. aliás, em vários lugares da viagem quisemos ter nossos amigos por perto, mas em mykonos esse sentimento foi mais forte porque é um lugar muito divertido e engraçado.
pesadelo - no meio da galera em paradise tinha uma garota que estava totalmente pelada entre seus amigos (não-pelados). ela tava tranquilona, sem nenhuma vergonha, tirava fotos, sentava na areia, uma coisa bizarra, pra minha cabeça conservadora, claro. para os tarados de plantão, era não era gata, era até um pouco feia. lá pelas tantas o careca da tanga veio e pegou a guria pra subir no palco. me senti tão constrangida por ela, me lembrou aqueles pesadelos que a gente tem, em que estamos nus (ou em outra situação embaraçosa) no meio de um monte de gente vestida.
à noite, jacuzzi e passeio pelo centro.
mykonos 2
acordamos, tomamos café e voltamos a dormir até 1h, quando resolvemos ir pra praia de kalafati (?). depois almoçamos em ano méria e fomos pra praia de elia e depois super paradise, que é tão longe que eu achei que ia chegar na ilha de lost. achei que ia ter uma mega rave em sp, tinha um bar com musica alta, mas ninguém dançando. achamos estranho. as praias de mikonos são todas lindas, azuis e cristalinas e de tamanho médio. mas são todas bem parecidas, sem nenhum grande diferencial entre elas.
relaxamos um pouco na jacuzzi do hotel (trilha sonora de tirar onda, por favor) e descemos para passear no centro - dessa vez sem noitada, apenas um jantar econômico, gyros pita - pão pita, churrasco grego, tomate, cebola, molho e batata frita (!!!) e crepe de chocolate de sobremesa. vimos a itália tomar da holanda pela eurocopa. na grécia tem muitos italianos, mas pelo visto os gregos torcem contra (deve ser uma rivalidade do tipo brasil e argentina).
relaxamos um pouco na jacuzzi do hotel (trilha sonora de tirar onda, por favor) e descemos para passear no centro - dessa vez sem noitada, apenas um jantar econômico, gyros pita - pão pita, churrasco grego, tomate, cebola, molho e batata frita (!!!) e crepe de chocolate de sobremesa. vimos a itália tomar da holanda pela eurocopa. na grécia tem muitos italianos, mas pelo visto os gregos torcem contra (deve ser uma rivalidade do tipo brasil e argentina).
mykonos 1
devolvemos o carro no porto de santorini e ficamos esperando nosso barco. dessa vez o barco era um super catamarã, o flying cat, bem mais rápido que o ferry. ele é bem novinho, parece um avião. achei que era dessa vez que eu iria enjoar, mas o barco era bem estável e o vento deve ter ajudado. duas horas depois, mykonos. o dono (?) do nosso hotel pegou a gente no porto. esse hotel custou acima da media da grécia, mas o cara foi gentilíssimo e atencioso e o hotel era show, alem da piscina tinha uma jacuzzi, então valeu.
para contrabalançar as despesas, resolvemos alugar uma motoca ao invés do carro. rumo: platys gialos, uma praia bonita, cheia de restaurantes (aproveitamos para almoçar). na saída, cortei o pé num caco de vidro, mas felizmente nada grave. corremos para ver o pôr-do-sol, que ainda bem era num lugar bem fácil de chegar, e dar voltas pelo centro-little venice.
pausa para discorrer sobre o efeito da expectativa na percepção das pessoas (ou a expectativa é a mãe da decepção e das boas surpresas)
chegamos a santorini achando que ia ser o lugar mais bucólico do mundo, cenário de novela, coisa e tal e demos de cara com um agito enorme e uma atmosfera essencialmente turística-comercial. chegamos a nos referir a santorini com adjetivos como "trash" e "saquá", o que sem dúvida foi uma injustiça, ainda mais depois de rever as fotos. com mykonos foi o contrário. já escolada com as ilhas hypadas, achei que mykonos seria um lugar de agito decadente, ainda mais bombado que santorini e sem o charme das ilhotas. felizmente nos enganamos. ao chegar no centro, achamos tudo lindinho e charmoso, com as famosas ruelas gregas mas com casas em estilo veneziano, os moinhos, o porto... acho que mykonos está longe de ser decadente e seu centrinho é bem mais charmoso que o de santorini. parece um cenário, mas um cenário real, onde as pessoas vivem, não algo projetado para os turistas apesar de, claro, ser altamente turístico com milhares de lojas e restaurantes de todo tipo.
a night - já que estávamos na "ibiza da grécia", era preciso fazer uma noitada. o cenário escolhido foi o scandinavian bar, um misto de bar e boate que só começa a encher depois de uma da manhã. essa noite foi dedicada ao meu amigo caminhante das linhas tortas. primeiro porque adotamos em grande estilo sua alta filosofia que se resume à expressão "foda-se" e gastamos um milhão de euros em birita [eu quase surtei quando o cônjuge me apareceu com uma cai-pi-vod-ka de 8 euros, mas ok....]. segundo, porque eu queria muito que meu amigo se materializasse ali naquele momento pra rir comigo de todos os gringos bizarros que povoavam o local. e ainda por cima lá pelas tantas ainda tocou nossa trilha sonora de "tirar onda" favorita!!! foi bem divertido, mas fomos embora por volta das 3hs, antes que a gente gastasse outro milhão de euros com goró e não conseguisse subir a pirambeira até o hotel.
para contrabalançar as despesas, resolvemos alugar uma motoca ao invés do carro. rumo: platys gialos, uma praia bonita, cheia de restaurantes (aproveitamos para almoçar). na saída, cortei o pé num caco de vidro, mas felizmente nada grave. corremos para ver o pôr-do-sol, que ainda bem era num lugar bem fácil de chegar, e dar voltas pelo centro-little venice.
pausa para discorrer sobre o efeito da expectativa na percepção das pessoas (ou a expectativa é a mãe da decepção e das boas surpresas)
chegamos a santorini achando que ia ser o lugar mais bucólico do mundo, cenário de novela, coisa e tal e demos de cara com um agito enorme e uma atmosfera essencialmente turística-comercial. chegamos a nos referir a santorini com adjetivos como "trash" e "saquá", o que sem dúvida foi uma injustiça, ainda mais depois de rever as fotos. com mykonos foi o contrário. já escolada com as ilhas hypadas, achei que mykonos seria um lugar de agito decadente, ainda mais bombado que santorini e sem o charme das ilhotas. felizmente nos enganamos. ao chegar no centro, achamos tudo lindinho e charmoso, com as famosas ruelas gregas mas com casas em estilo veneziano, os moinhos, o porto... acho que mykonos está longe de ser decadente e seu centrinho é bem mais charmoso que o de santorini. parece um cenário, mas um cenário real, onde as pessoas vivem, não algo projetado para os turistas apesar de, claro, ser altamente turístico com milhares de lojas e restaurantes de todo tipo.
a night - já que estávamos na "ibiza da grécia", era preciso fazer uma noitada. o cenário escolhido foi o scandinavian bar, um misto de bar e boate que só começa a encher depois de uma da manhã. essa noite foi dedicada ao meu amigo caminhante das linhas tortas. primeiro porque adotamos em grande estilo sua alta filosofia que se resume à expressão "foda-se" e gastamos um milhão de euros em birita [eu quase surtei quando o cônjuge me apareceu com uma cai-pi-vod-ka de 8 euros, mas ok....]. segundo, porque eu queria muito que meu amigo se materializasse ali naquele momento pra rir comigo de todos os gringos bizarros que povoavam o local. e ainda por cima lá pelas tantas ainda tocou nossa trilha sonora de "tirar onda" favorita!!! foi bem divertido, mas fomos embora por volta das 3hs, antes que a gente gastasse outro milhão de euros com goró e não conseguisse subir a pirambeira até o hotel.
santorini 3
dia de fazer o ultra-turístico passeio ao vulcão que há mais de mil anos mandou santorini pelos ares e hoje fica em frente a ilha (caldeira). primeiro é preciso descer até o porto antigo. existem 3 opções pra se fazer isso: ou de teleférico (4 euros), ou de burro - são uns pobres de uns burricos todos paramentados que conduzem a turistada escada abaixo - ou... encarar os 500 e tantos degraus que levam até lá. claro que escolhemos a opção 3. a escada fica cheia da bosta dos burricos, então, faça idéia do fedor. chegando lá, você pega uma escuna que vai até o vulcão. existem 3 crateras no vulcão, só uma ativa (mas não daquele jeito que a gente costuma imaginar um vulcão, só saiam umas fumacinhas mequetrefes). pegamos novamente o barquinho pra ir até as águas termais sulfurosas. mentalize o seguinte: o barco pára e você pula no mar azul e gelado. aí você começa a nadar em direção à encosta do vulcão e, à medida que se aproxima, a água vai ficando marrom com um cheiro de ferro. a parte boa é que a agua vai esquentando e também dizem que faz bem pra pele. de volta a santorini, desembolsamos os 4 euros do teleférico porque não ia rolar subir aquilo tudo a pé.
à tarde ficamos curtindo a piscininha do hotel. de noite, voltamos a fira para jantar num restaurante pseudo-tradicional. os caras são espertos, o "cardápio" está escrito em grego num quadro-negro, o próprio garçom vai traduzindo pra você. eu que não gosto de carne de porco, na grécia já comi umas duas vezes.
à tarde ficamos curtindo a piscininha do hotel. de noite, voltamos a fira para jantar num restaurante pseudo-tradicional. os caras são espertos, o "cardápio" está escrito em grego num quadro-negro, o próprio garçom vai traduzindo pra você. eu que não gosto de carne de porco, na grécia já comi umas duas vezes.
santorini 2
o dia seguinte foi bem melhor. fomos deixar a roupa pra lavar e de lá fomos ver o sítio arqueológico de thira antiga. seguindo as placas de perissa, fomos até onde deu pra ir com o carro e estacionamos na entrada de uma trilha. de lá começamos a subir uma pirambeira fenomenal sob um sol inclemente. chegando quase no topo, demos de cara com um carro. depois outro. depois milhares de carros, motocas e quadriciclos. ou seja, dava pra ter subido de carro e os goiabas foram a pé. ó-dia. depois disso, ainda era preciso subir muito mais. o sítio é uma cidade parte helenística com alguns adendos romanos.
pra refrescar depois de tanta subida, praia. primeira parada, red beach, uma das praias mais bizarras que eu já vi. ela fica numa encosta de terra vermelha (daí o nome - dã) e tem pedras muito grandes no lugar da areia. aí eu fui entender porque as pessoas andam com uma sapatilha, que é vendida em todo lugar.
de lá fomos conhecer kamari, uma praia mais "social" e arrumadinha (também de areia preta, mas sem pedras). vimos que não ia dar tempo de passar no hotel para tomar banho e ver o pôr-do-sol em oía, assim que tivemos que ir sujinhos mesmo. levamos quase uma hora pra chegar lá. sério. quando chegamos pra ver o pôr-do-sol considerado um dos mais bonitos do mundo, estava lá também a torcida do flamengo inteira [tinha até uma excursão com piquenique e tudo, e a gente que tava sem comer ficou babando]. pelo menos o dia estava claro e o pôr-do-sol foi bonito, mas coletivo. na volta pegamos um caminho mais curto e levamos só meia hora pra chegar.
estávamos famintos, mas eu gosto de comer de banho tomado, então tivemos que esperar um pouco mais. finalmente provei um dos pratos mais tradicionais daqui, o mousaka, uma "torta" de carne, batata e berijela.
pra refrescar depois de tanta subida, praia. primeira parada, red beach, uma das praias mais bizarras que eu já vi. ela fica numa encosta de terra vermelha (daí o nome - dã) e tem pedras muito grandes no lugar da areia. aí eu fui entender porque as pessoas andam com uma sapatilha, que é vendida em todo lugar.
de lá fomos conhecer kamari, uma praia mais "social" e arrumadinha (também de areia preta, mas sem pedras). vimos que não ia dar tempo de passar no hotel para tomar banho e ver o pôr-do-sol em oía, assim que tivemos que ir sujinhos mesmo. levamos quase uma hora pra chegar lá. sério. quando chegamos pra ver o pôr-do-sol considerado um dos mais bonitos do mundo, estava lá também a torcida do flamengo inteira [tinha até uma excursão com piquenique e tudo, e a gente que tava sem comer ficou babando]. pelo menos o dia estava claro e o pôr-do-sol foi bonito, mas coletivo. na volta pegamos um caminho mais curto e levamos só meia hora pra chegar.
estávamos famintos, mas eu gosto de comer de banho tomado, então tivemos que esperar um pouco mais. finalmente provei um dos pratos mais tradicionais daqui, o mousaka, uma "torta" de carne, batata e berijela.
santorini 1
fomos para santorini de ferry, menor que o anterior, mas também não dava para enjoar. chegamos sem hotel, arrumamos um "agente" no porto, que nos convenceu a ficar em perissa - antes iríamos ficar em fira, que é onde está o fervo. [depois descobrimos que em perissa ficam os "econômicos", dai também a concentração de jovens] uma van levou a gente até o hotel. em santorini tudo fica muito acima do porto, pra ir a qualquer lugar é preciso subir uma serra. de cara ficamos decepcionados com santorini, sem querer jogar areia na lua-de-mel alheia nem ser antipática. ate porque concluímos que se tivéssemos começado por aqui a gente teria amado, o "problema" é que fomos primeiro a milos e folégandros.
como tudo é longe de tudo, resolvemos alugar logo um carro para os 3 dias. santorini tem um centrinho, fira, onde íamos ficar porque la é o agito. mas la você só consegue fazer a pé as coisas em torno da cidade. tem duas praias principais, perissa e kamari, que também estão longe do resto e mais longe ainda esta oía, de onde se vê o famoso pôr-do-sol e também é o lugar que mais se parece com a idéia que fazemos de santorini [mas ficar la é meio furada porque você se isola do mundo] - a única conclusão sobre onde ficar em santorini e, não importa o lugar, o carro sim é fundamental.
voltando ao primeiro dia, como ainda tinha sol, fomos dar um pulo na praia de perissa. já sabíamos que o forte de santorini não eram as praias, porque apesar da água transparente, a areia é preta (por causa do vulcão), então não foi nenhuma surpresa. depois da praia resolvemos tentar ver o pôr-do-sol em oía, mas nos perdemos no caminho e decidimos parar em fira. primeiro, um estresse pra achar vaga, veja bem! depois a cidade lotada de turistas frenéticos (brasileiros incluídos) que não tínhamos visto até então. um milhão de lojinhas, restaurantes, joalherias, uma atmosfera turística demais que deixou a gente assustado. voltamos pra perissa pra tomar banho e comer, e pra piorar a impressão, comemos uma pizza bem ruim e fomos dormir frustrados.
como tudo é longe de tudo, resolvemos alugar logo um carro para os 3 dias. santorini tem um centrinho, fira, onde íamos ficar porque la é o agito. mas la você só consegue fazer a pé as coisas em torno da cidade. tem duas praias principais, perissa e kamari, que também estão longe do resto e mais longe ainda esta oía, de onde se vê o famoso pôr-do-sol e também é o lugar que mais se parece com a idéia que fazemos de santorini [mas ficar la é meio furada porque você se isola do mundo] - a única conclusão sobre onde ficar em santorini e, não importa o lugar, o carro sim é fundamental.
voltando ao primeiro dia, como ainda tinha sol, fomos dar um pulo na praia de perissa. já sabíamos que o forte de santorini não eram as praias, porque apesar da água transparente, a areia é preta (por causa do vulcão), então não foi nenhuma surpresa. depois da praia resolvemos tentar ver o pôr-do-sol em oía, mas nos perdemos no caminho e decidimos parar em fira. primeiro, um estresse pra achar vaga, veja bem! depois a cidade lotada de turistas frenéticos (brasileiros incluídos) que não tínhamos visto até então. um milhão de lojinhas, restaurantes, joalherias, uma atmosfera turística demais que deixou a gente assustado. voltamos pra perissa pra tomar banho e comer, e pra piorar a impressão, comemos uma pizza bem ruim e fomos dormir frustrados.
cotidiano
todo dia ela faz tudo sempre igual, come uma salada grega e bebe meio litro de cerveja (pra ficar pensando melhor). dá um mergulho no mar egeu. oito da tarde, como era de se esperar, vê o sol caindo neste mesmo mar. todo dia ela reza uma ave maria para mãe e outra para os sobrinhos. e agradece ao pai nosso que está no céu pela dolce vita à la grega. amém.
milos & folegandros :: sun is shining, wheater is easy
sei que estou um pouco atrasada nos posts mas é que a semana que passou foi dura demais. vou tentar dar uma atualizada no que fizemos, em partes.
último dia em milos: ainda estávamos com nosso carrinho, então voltamos as nossas praias preferidas - firiplaka, que estava especialmente linda, azul e transparente nesse dia e sobretudo vazia, o que incentivou a prática do nudismo. depois fomos para paliohori almocar até que o tempo fechou. voltamos para o hotel e aproveitando que o tempo abriu e que ainda tínhamos o carro até o fim do dia, subimos até plaka para ver o pôr-do-sol do kastro, que significa castelo, e que na verdade é uma igreja no alto. era muito cedo e esperamos umas duas horas até o sol se por, mas valeu a pena (por sorte conseguimos tirar duas fotos e depois disso a bateria da maquina acabou - não estavamos com a reserva). cochilamos até a hora do nosso ferry para folégandros, às 2:30 da manhã.
o ferry: é um navio gigantesco, onde entram carros, caminhões e gente. ele é dividido por classes e a nossa era c (econômica!). por um momento levamos um susto ao achar que iríamos ao relento no convés, em uns banquinhos de praca, mas por sorte tinha uma sala fechada, com cadeiras relativamente confortáveis. na verdade parecia um grande ônibus só que mais largo. num telão passava uma novela estilo mexicana e depois começaram uns anúncios de telesexo. eu dormi a viagem toda. fica todo mundo largado e dormindo, mas alguns ficam acordados, rondando. com a preocupação de perder a parada, muita gente (inclusive nós) coloca o despertador. esses ferrys são tipo um circular, eles param em várias ilhas e depois retornam ao ponto de partida. com a diferença que o percurso é bem mais agradável que o do 572 ou o do 569 que eu pego aos fins de semana. nao dá nem de longe pra enjoar, porque o ferry é muito grande e estável.
folégandros: chegamos 5:30 da manhã e o dono do nosso hotel, mr. dimitri, veio nos pegar no porto. bom, estavamos nós achando que milos era o último paraiso perdido quando chegamos a folégandros. folégandros é simplesmente adorável. nosso quarto dava de cara para um penhasco e, como estávamos numa ilha, é de se imaginar que embaixo do penhasco vinha o mar. o hotel era uma graça,tudo novinho e bem cuidado (o único problema foi o banho, que não estava quente e a piscina infelizmente ainda não estava pronta) mas tivemos que dormir um pouco antes de ir explorar a ilha. o centro da cidade (chóra) era onde estávamos. só que não se pode entrar de carro lá, as ruas são estreitinhas demais. chóra tem umas quatro pracinhas e mil becos. é tudo lindo de morrer, parece de casa de boneca, as pracinhas são floridas e os restaurantes um mais lindo que o outro. paixão a primeira vista. resolvemos alugar uma motoca/scooter que foi devidamente conduzida pelo cônjuge, porque eu não sou lá muito boa em duas rodas. fomos primeiro pra ágali, uma praia espetacular, deve ser uma das mais lindas de lá. folégandros é mais família, não se pode fazer nudismo lá, só topless! depois do almoço fomos conhecer outras praias. desistimos de uma porque era uma trilha animal, então fomos pra direção do porto, que fica a 3km. subimos de novo pro vilarejo de ano méria, para ver o pôr-do-sol. andamos muito em busca do pico perfeito, até que achamos no meio da estrada. era só a gente, o sol, e os sons da natureza. momento divino. voltamos pra lindinha chóra para jantar (kritikos). a cidade à noite fica toda iluminada e charmosa.
no dia seguinte demos um último pulinho no porto, devolvemos a motoca e pegamos uma carona com mr. dimitri de volta ao porto.
ficamos loucos com folégandros, queríamos ter ficado pelo menos mais um dia lá pra conhecer melhor. as ruas, a natureza, os penhascos, achamos tudo incrível. lá é bem mais "roots" que milos, tem muitas fazendas, carneirinhos e velhinhos com seus burricos. preciso muito voltar um dia desses.
[no próximo post escrevo sobre os dias em santorini e, se der tempo mykonos, que é onde estamos agora]
[estamos adorando os comentários no blog e no picasa!]
[aqui na grécia não estamos contando os passos, apesar de estarmos andando muito, mas também dando pernadas e braçadas...]
último dia em milos: ainda estávamos com nosso carrinho, então voltamos as nossas praias preferidas - firiplaka, que estava especialmente linda, azul e transparente nesse dia e sobretudo vazia, o que incentivou a prática do nudismo. depois fomos para paliohori almocar até que o tempo fechou. voltamos para o hotel e aproveitando que o tempo abriu e que ainda tínhamos o carro até o fim do dia, subimos até plaka para ver o pôr-do-sol do kastro, que significa castelo, e que na verdade é uma igreja no alto. era muito cedo e esperamos umas duas horas até o sol se por, mas valeu a pena (por sorte conseguimos tirar duas fotos e depois disso a bateria da maquina acabou - não estavamos com a reserva). cochilamos até a hora do nosso ferry para folégandros, às 2:30 da manhã.
o ferry: é um navio gigantesco, onde entram carros, caminhões e gente. ele é dividido por classes e a nossa era c (econômica!). por um momento levamos um susto ao achar que iríamos ao relento no convés, em uns banquinhos de praca, mas por sorte tinha uma sala fechada, com cadeiras relativamente confortáveis. na verdade parecia um grande ônibus só que mais largo. num telão passava uma novela estilo mexicana e depois começaram uns anúncios de telesexo. eu dormi a viagem toda. fica todo mundo largado e dormindo, mas alguns ficam acordados, rondando. com a preocupação de perder a parada, muita gente (inclusive nós) coloca o despertador. esses ferrys são tipo um circular, eles param em várias ilhas e depois retornam ao ponto de partida. com a diferença que o percurso é bem mais agradável que o do 572 ou o do 569 que eu pego aos fins de semana. nao dá nem de longe pra enjoar, porque o ferry é muito grande e estável.
folégandros: chegamos 5:30 da manhã e o dono do nosso hotel, mr. dimitri, veio nos pegar no porto. bom, estavamos nós achando que milos era o último paraiso perdido quando chegamos a folégandros. folégandros é simplesmente adorável. nosso quarto dava de cara para um penhasco e, como estávamos numa ilha, é de se imaginar que embaixo do penhasco vinha o mar. o hotel era uma graça,tudo novinho e bem cuidado (o único problema foi o banho, que não estava quente e a piscina infelizmente ainda não estava pronta) mas tivemos que dormir um pouco antes de ir explorar a ilha. o centro da cidade (chóra) era onde estávamos. só que não se pode entrar de carro lá, as ruas são estreitinhas demais. chóra tem umas quatro pracinhas e mil becos. é tudo lindo de morrer, parece de casa de boneca, as pracinhas são floridas e os restaurantes um mais lindo que o outro. paixão a primeira vista. resolvemos alugar uma motoca/scooter que foi devidamente conduzida pelo cônjuge, porque eu não sou lá muito boa em duas rodas. fomos primeiro pra ágali, uma praia espetacular, deve ser uma das mais lindas de lá. folégandros é mais família, não se pode fazer nudismo lá, só topless! depois do almoço fomos conhecer outras praias. desistimos de uma porque era uma trilha animal, então fomos pra direção do porto, que fica a 3km. subimos de novo pro vilarejo de ano méria, para ver o pôr-do-sol. andamos muito em busca do pico perfeito, até que achamos no meio da estrada. era só a gente, o sol, e os sons da natureza. momento divino. voltamos pra lindinha chóra para jantar (kritikos). a cidade à noite fica toda iluminada e charmosa.
no dia seguinte demos um último pulinho no porto, devolvemos a motoca e pegamos uma carona com mr. dimitri de volta ao porto.
ficamos loucos com folégandros, queríamos ter ficado pelo menos mais um dia lá pra conhecer melhor. as ruas, a natureza, os penhascos, achamos tudo incrível. lá é bem mais "roots" que milos, tem muitas fazendas, carneirinhos e velhinhos com seus burricos. preciso muito voltar um dia desses.
[no próximo post escrevo sobre os dias em santorini e, se der tempo mykonos, que é onde estamos agora]
[estamos adorando os comentários no blog e no picasa!]
[aqui na grécia não estamos contando os passos, apesar de estarmos andando muito, mas também dando pernadas e braçadas...]
milos :: sábado, domingo, segunda
já estamos há quatro dias aqui em milos. para resumir: isso aqui é tudo o que eu desejo para os amigos.
no sábado a gente ainda tinha meio dia de carro, então aproveitamos para conhecer mais praias: sarakiniko (parece a lua), kostantinos e fomos até mandrakia, um povoadinho lindo de morrer. devolvemos o carro e comemos aqui num restaurante muito bom chamado navagyo.
no domingo fizemos o passeio de barco de um dia inteiro que dá a volta na ilha. o passeio passa por uma formação de pedras chamada kléftico, mas aqui o que mais tem e pedra e rochedo, porque a formação da ilha é vulcânica. o passeio pára em algumas praias para mergulho e em uma outra ilha chamada kimolos para o almoço. dá pra ter uma visão geral da ilha, mas é preferível conhecer tudo de carro e ir parando onde der vontade.
hoje (segunda) alugamos de novo o carrinho. fomos primeiro em papafragas, que vimos de cima, perto de um sítio arqueológico. depois, fomos à praia que paramos ontem e gostamos muito, firopótamos, mas estava ventando demais hoje. a segunda praia era a sensacional plathiena, que tinha uma água super azul.nesse caminho passamos por plaka, que é o lugar mais povoado de milos, fica no alto e tem umas ruas super estreitas. voltamos pra almoçar no navagyo e tentamos pegar uma praia em achivadolimi, mas também ventava muito, então ficamos na praia mais próxima de adamas mesmo. como o tempo estava um pouco fechado, resolvemos ver as catacumbas cristãs (do século 1 d.c.), que estavam um pouco em obras e também o lugar de onde tiraram a pobre estátua da vênus para enfiá-la no museu do louvre. no mesmo lugar tem um teatro antigo em ruínas (relativamente bem conservadas - a sinalização que é muito precária). paramos o carro em um lugar tipo mirante e na volta pararam dois carros do nosso lado, um com um homem e outro com uma mulher. de repente o homem saiu do carro dele e pulou pro carro da mulher, que já tinha devidamente abaixado o banco! não ficamos para ver o desfecho da cena!
amanhã é nosso último dia aqui, de madrugada pegaremos um barco para outra ilha.
não vimos nenhum brasileiro por aqui, tem muitos gregos, italianos e outras pessoas que falam inglês (não sei de onde).
continuamos as descobertas gastronômicas na grécia:
além da salada grega (tomate, azeitona, queijo feta, um pouquinho de ervas, alcaparra, pepino, pimentão e muito, muito azeite), da lula (kalamari) frita, já comemos também um sensacional camarão com molho de tomate (abobrinha e cebola), queijo feta assado ou frito com tomatinho, pastel (!!!) pitaraia de queijo com cebola e um pão preto com tomate, azeitona, alcaparra e queijo em pasta por cima. dizem que o pistache da grécia é um dos melhores e parece ser. o sorvete de pistache é maravilhoso e verdinho - mas não aquele verde artificial, porque o pistache é verde mesmo. eles também fazem uma sobremesa de coalhada/iogurte com uma calda de limão e biscoitinho ralado por cima. tem uma outra sobremesa que parece um pudim/cuscuz com canela por cima, mas esse eu não curti muito. bombinha de amêndoas com creme. pão com pasta de azeitona (sem maionese).
se eu tenho uma reclamação a fazer de tudo que passamos aqui, é apenas uma: o banho de telefone. mas depois falo mais disso. o resto está simplesmente perfeito.
ah! esqueci de dizer que na penúltima praia quase atolei com o carro na areia, mas felizmente deu pra sair de ré...
iassas!
no sábado a gente ainda tinha meio dia de carro, então aproveitamos para conhecer mais praias: sarakiniko (parece a lua), kostantinos e fomos até mandrakia, um povoadinho lindo de morrer. devolvemos o carro e comemos aqui num restaurante muito bom chamado navagyo.
no domingo fizemos o passeio de barco de um dia inteiro que dá a volta na ilha. o passeio passa por uma formação de pedras chamada kléftico, mas aqui o que mais tem e pedra e rochedo, porque a formação da ilha é vulcânica. o passeio pára em algumas praias para mergulho e em uma outra ilha chamada kimolos para o almoço. dá pra ter uma visão geral da ilha, mas é preferível conhecer tudo de carro e ir parando onde der vontade.
hoje (segunda) alugamos de novo o carrinho. fomos primeiro em papafragas, que vimos de cima, perto de um sítio arqueológico. depois, fomos à praia que paramos ontem e gostamos muito, firopótamos, mas estava ventando demais hoje. a segunda praia era a sensacional plathiena, que tinha uma água super azul.nesse caminho passamos por plaka, que é o lugar mais povoado de milos, fica no alto e tem umas ruas super estreitas. voltamos pra almoçar no navagyo e tentamos pegar uma praia em achivadolimi, mas também ventava muito, então ficamos na praia mais próxima de adamas mesmo. como o tempo estava um pouco fechado, resolvemos ver as catacumbas cristãs (do século 1 d.c.), que estavam um pouco em obras e também o lugar de onde tiraram a pobre estátua da vênus para enfiá-la no museu do louvre. no mesmo lugar tem um teatro antigo em ruínas (relativamente bem conservadas - a sinalização que é muito precária). paramos o carro em um lugar tipo mirante e na volta pararam dois carros do nosso lado, um com um homem e outro com uma mulher. de repente o homem saiu do carro dele e pulou pro carro da mulher, que já tinha devidamente abaixado o banco! não ficamos para ver o desfecho da cena!
amanhã é nosso último dia aqui, de madrugada pegaremos um barco para outra ilha.
não vimos nenhum brasileiro por aqui, tem muitos gregos, italianos e outras pessoas que falam inglês (não sei de onde).
continuamos as descobertas gastronômicas na grécia:
além da salada grega (tomate, azeitona, queijo feta, um pouquinho de ervas, alcaparra, pepino, pimentão e muito, muito azeite), da lula (kalamari) frita, já comemos também um sensacional camarão com molho de tomate (abobrinha e cebola), queijo feta assado ou frito com tomatinho, pastel (!!!) pitaraia de queijo com cebola e um pão preto com tomate, azeitona, alcaparra e queijo em pasta por cima. dizem que o pistache da grécia é um dos melhores e parece ser. o sorvete de pistache é maravilhoso e verdinho - mas não aquele verde artificial, porque o pistache é verde mesmo. eles também fazem uma sobremesa de coalhada/iogurte com uma calda de limão e biscoitinho ralado por cima. tem uma outra sobremesa que parece um pudim/cuscuz com canela por cima, mas esse eu não curti muito. bombinha de amêndoas com creme. pão com pasta de azeitona (sem maionese).
se eu tenho uma reclamação a fazer de tudo que passamos aqui, é apenas uma: o banho de telefone. mas depois falo mais disso. o resto está simplesmente perfeito.
ah! esqueci de dizer que na penúltima praia quase atolei com o carro na areia, mas felizmente deu pra sair de ré...
iassas!
milos :: férias para seus pés
hoje (sexta) viemos para milos em um aviãozinho minúsculo (para 40 pessoas) mas que tinha até, veja só, serviço de bordo. o vôo foi curtinho, uma meia hora.
chegamos e petros, o dono do studio/pousada nos esperava no aeroporto (minúsculo). depois de deixarmos as coisas lá, fomos na agência de viagem do nikos (petros, nikos, estou me sentindo no elenco da novela belíssima) para resolver os detalhes da sequência da viagem e alugar um carro. vamos ficar com o carro alugado ate amanha as 2hs. talvez a gente alugue mais um outro dia...
que bom que dirigir é como andar de bicicleta: depois de tantos anos sem dirigir descobri que não esqueci como faz. no inicio fiquei um pouco insegura, mas depois peguei no tranco. aliás, dirigir aqui é muito gostoso, a estrada é tranquila e vazia, cheia de curvas e, de vez em quando aparece uma vista sensacional.
paramos na primeira praia, paliohori para comer. estamos desenvolvendo uma rm (resistência a mudança) gastronômica e comendo a mesma coisa - salada grega e lula frita todo dia. como vem muito e com pão, é suficiente. a praia tinha pedrinhas, mas não decepcionou.
a segunda praia foi uma tentativa frustrada de ir a tsigrado, que vista de cima parece ser incrível. não conseguimos porque é uma ribanceira medonha e no último obstáculo, depois de ficarmos inteiramente ralados, desistimos. após um momento de mau humor do cônjuge, fomos pra praia do lado, firiplaka, que é linda, linda. ficamos até o pôr-do-sol, como sempre, muito tarde.
aqui as casinhas são brancas, o mar azul, verde ou simplesmente transparente, a vida é mansa e a comida abundante. era a grécia que eu estava esperando e precisando depois desses anos sem férias.
compramos pão de azeitona e outras guloseimas pro nosso café da manha, no quarto temos geladeira, fogão e pia.
agora entendo perfeitamente a expressão "parece que fulano está falando grego". mas pior do que falar é ler. (mentalize dirigir com placas em grego!) meus 6 meses de grego clássico na malfadada faculdade de letras não serviram pra nada. mas já aprendi a falar umas palavrinhas...
aqui é todo mundo nu e cada um no seu quadrado. são peitos, bundas e genitálias para todos os lados, mas tudo mundo muito civilizado. nos, mantivemos nossos trajes de banho, por enquanto :)
milos - (30/05) - 9.015 passos
chegamos e petros, o dono do studio/pousada nos esperava no aeroporto (minúsculo). depois de deixarmos as coisas lá, fomos na agência de viagem do nikos (petros, nikos, estou me sentindo no elenco da novela belíssima) para resolver os detalhes da sequência da viagem e alugar um carro. vamos ficar com o carro alugado ate amanha as 2hs. talvez a gente alugue mais um outro dia...
que bom que dirigir é como andar de bicicleta: depois de tantos anos sem dirigir descobri que não esqueci como faz. no inicio fiquei um pouco insegura, mas depois peguei no tranco. aliás, dirigir aqui é muito gostoso, a estrada é tranquila e vazia, cheia de curvas e, de vez em quando aparece uma vista sensacional.
paramos na primeira praia, paliohori para comer. estamos desenvolvendo uma rm (resistência a mudança) gastronômica e comendo a mesma coisa - salada grega e lula frita todo dia. como vem muito e com pão, é suficiente. a praia tinha pedrinhas, mas não decepcionou.
a segunda praia foi uma tentativa frustrada de ir a tsigrado, que vista de cima parece ser incrível. não conseguimos porque é uma ribanceira medonha e no último obstáculo, depois de ficarmos inteiramente ralados, desistimos. após um momento de mau humor do cônjuge, fomos pra praia do lado, firiplaka, que é linda, linda. ficamos até o pôr-do-sol, como sempre, muito tarde.
aqui as casinhas são brancas, o mar azul, verde ou simplesmente transparente, a vida é mansa e a comida abundante. era a grécia que eu estava esperando e precisando depois desses anos sem férias.
compramos pão de azeitona e outras guloseimas pro nosso café da manha, no quarto temos geladeira, fogão e pia.
agora entendo perfeitamente a expressão "parece que fulano está falando grego". mas pior do que falar é ler. (mentalize dirigir com placas em grego!) meus 6 meses de grego clássico na malfadada faculdade de letras não serviram pra nada. mas já aprendi a falar umas palavrinhas...
aqui é todo mundo nu e cada um no seu quadrado. são peitos, bundas e genitálias para todos os lados, mas tudo mundo muito civilizado. nos, mantivemos nossos trajes de banho, por enquanto :)
milos - (30/05) - 9.015 passos
atenas :: tempo rei
restou um dia só em atenas. começou com uma impressão melhor do hotel, um café da manhã honesto. saímos para fazer turismo frenético na acrópolis. andamos o dia inteiro vendo as ruínas e os principais pontos da cidade (monastiraki, agora, estádio da primeira olimpíada, tempo do zeus olímpico, plaka).
pra quem não gosta de ver ruínas, não tem muito sentido vir pra cá. eu gosto porque elas me fazem pensar sobre o tempo, além de que é emocionante.
almoço bem bom em plaka, acho que realmente vou adorar a comida grega.
é estranho estar num lugar onde não conseguimos entender nada do que está escrito nas placas, no mercado. temos que ser mais visuais, no sentido de escolher as coisas pela aparência. vai ser uma experiência engraçada.
amanha, depois dessa brevíssima estadia em atenas, vamos pra milos. agora estamos neuróticos com as datas e horários, porque perder 2 de 3 voos não é uma boa estatística.
aqui faz muito, muito calor, estamos com uma marca ridícula de camiseta.
ath (29/05) - 22.450 passos
pra quem não gosta de ver ruínas, não tem muito sentido vir pra cá. eu gosto porque elas me fazem pensar sobre o tempo, além de que é emocionante.
almoço bem bom em plaka, acho que realmente vou adorar a comida grega.
é estranho estar num lugar onde não conseguimos entender nada do que está escrito nas placas, no mercado. temos que ser mais visuais, no sentido de escolher as coisas pela aparência. vai ser uma experiência engraçada.
amanha, depois dessa brevíssima estadia em atenas, vamos pra milos. agora estamos neuróticos com as datas e horários, porque perder 2 de 3 voos não é uma boa estatística.
aqui faz muito, muito calor, estamos com uma marca ridícula de camiseta.
ath (29/05) - 22.450 passos
barcelona :: quarta insana
pra quem estava achando que tudo estava certinho demais nessa viagem até agora, aqui vai uma história boa.
quarta-feira era dia de ir embora de barcelona, certo? errado! acordamos, arrumamos tudo e estávamos quase saindo para o aeroporto quando começou uma discussão sobre data. eu dizia que era dia 27 e eles afirmando categoricamente que era dia 28. então eu disse: "bom, se hoje é dia 28 nos devíamos ter ido pra atenas ONTEM". aí bateu aquele desespero quando confirmamos a verdade. sim, nos con-fun-di-mos a data da viagem e perdemos nosso vôo pra atenas.
eu sei, parece coisa de maluco e eu também acho, afinal a gente não é marinheiro de primeira viagem. assim, fica mais uma lição básica: sempre olhe mil vezes a data dos seus vôos e a data corrente pra não fazer esse tipo de trapalhada. a lição numero dois é: se acontecer uma merda desse tipo, tente não se aborrecer tanto a ponto de estragar o resto da viagem. na condição de turista e brasileira, achei por bem seguir o conselho da ministra que é especialista no assunto e relaxar.
mas isso só depois de muitas horas andando freneticamente pra cima e pra baixo no aeroporto de barcelona, tentando comprar a passagem, tentando acessar a única internet do aeroporto, de onde um tarado que procurava mulheres russas no computador não saiu por horas, tentando resolver as coisas por telefone. conseguimos comprar uma passagem pra atenas saindo às dez da noite do mesmo dia. restou a tarde, em que voltamos pra barcelona resignados e ficamos passeando desiludidos pelo port vell.
o dia só foi terminar às 4 da madrugada, depois de um vôo infernal (uma criança berrava no banco da frente, a outra chutava nossa cadeira no banco de trás) quando finalmente chegamos no hotel em atenas, que fica na zona de baixo meretrício da cidade. foi um pouco assustador, mas o cansaço falou mais alto que tudo e desabamos na cama.
bcn (28/05) - 25.116 passos
quarta-feira era dia de ir embora de barcelona, certo? errado! acordamos, arrumamos tudo e estávamos quase saindo para o aeroporto quando começou uma discussão sobre data. eu dizia que era dia 27 e eles afirmando categoricamente que era dia 28. então eu disse: "bom, se hoje é dia 28 nos devíamos ter ido pra atenas ONTEM". aí bateu aquele desespero quando confirmamos a verdade. sim, nos con-fun-di-mos a data da viagem e perdemos nosso vôo pra atenas.
eu sei, parece coisa de maluco e eu também acho, afinal a gente não é marinheiro de primeira viagem. assim, fica mais uma lição básica: sempre olhe mil vezes a data dos seus vôos e a data corrente pra não fazer esse tipo de trapalhada. a lição numero dois é: se acontecer uma merda desse tipo, tente não se aborrecer tanto a ponto de estragar o resto da viagem. na condição de turista e brasileira, achei por bem seguir o conselho da ministra que é especialista no assunto e relaxar.
mas isso só depois de muitas horas andando freneticamente pra cima e pra baixo no aeroporto de barcelona, tentando comprar a passagem, tentando acessar a única internet do aeroporto, de onde um tarado que procurava mulheres russas no computador não saiu por horas, tentando resolver as coisas por telefone. conseguimos comprar uma passagem pra atenas saindo às dez da noite do mesmo dia. restou a tarde, em que voltamos pra barcelona resignados e ficamos passeando desiludidos pelo port vell.
o dia só foi terminar às 4 da madrugada, depois de um vôo infernal (uma criança berrava no banco da frente, a outra chutava nossa cadeira no banco de trás) quando finalmente chegamos no hotel em atenas, que fica na zona de baixo meretrício da cidade. foi um pouco assustador, mas o cansaço falou mais alto que tudo e desabamos na cama.
bcn (28/05) - 25.116 passos
barcelona :: domingo, segunda e terça
(resumo do resumo dos dias em barcelona)
domingo
dia todo de chuva. pegamos o funicular até montjuic para a fundació miró. não deu pra conhecer a área por causa da chuva. descemos até o palau nacional/mnac, só deu tempo de ver uma sala (do período românico) porque o museu, que é gigantesco, fechava às 2:30 no domingo. tentativa frustrada de almoço no los caracoles. mau humor de fome, volta pra casa. à noite fomos encontrar c & r, nossos amigos vindos de paris. finalmente conseguimos jantar no los caracoles, finalmente paella. depois, passeio nas ramblas até o port vell.
***
museu miró: exposição muito interessante, o tema era a nova china. acho que essa exposição esteve já no ccbb. a curadoria foi eficiente, conseguiu pinçar obras de diferentes artistas e distintos meios e formas de expressão, mas que no todo fizeram um sentido. exposição vertical sobre o tema.
coleção miró: assim como no picasso, horizontal, conta a trajetória do artista. muita vida, principalmente quando paradoxalmente ele já estava nos últimos anos. gostei muito de uma foto sua, já bem velho, mas com um sorriso e um olhar cheios de vivacidade. um artista não se faz do dia pra noite. lembrei tanto da minha irmã, que teria adorado. aliás, acho que ela vai adorar barcelona. não sei explicar muito o que faz a gente gostar dessa ou de qualquer cidade, porque a opinião vai ser invariavelmente subjetiva e única. de barcelona pode-se falar da arquitetura. acho pouco, mas também não consegui encontrar as palavras certas para dizer o que me fez gostar daqui.
bcn (25/05) - 23.109 passos
***
segunda
encontro com c & r de manhã. catedral, gótico, passeig de gracia - prédios incríveis. visita à casa milá (ou la pedrera) de gaudí. mais um contato de perto com esse arquiteto iluminado. almoço bem honesto (bufet de saladas e pratos quentes + sobremesa + bebida + café = 8.95) na rambla catalunya. m. encontra com a gente, vamos ao parc guell. lindo e merecidamente cheio de turistas. volta para praça catalunya. queijos & vinhos em casa com nossos anfitriões.
bcn (26/05) - 18.418 passos
terça
sagrada família de manhã. de babar. almoço bem bom, bonito e barato no la fonda com c& r. montjuic de novo à tarde, dessa vez com sol. castelinho, teleférico, vila olímpica. aproveitamos para ver o restante do mnac. a parte do modernismo é a melhor, valeu pelos móveis e acessórios da época e por três telas do picasso. descemos e fomos direto para o inopia, um bar de tapas famosinho. bom demais. fim de tarde (às 20:30) na barceloneta.
bcn (27/05) - 28.044 passos
***
resultados das explorações de comidas exóticas e/ou locais de barcelona:
cava - espumante daqui
jamón serrano = presunto parma
fuet - tipo um salame branco por fora
butifarra - tipo uma linguiça
batatas bravas - fritas com uma salsa picante
fideuá (prato típico da catalunha) - macarrãozinho bem fininho com um molho escuro, lulas (segundo meu anfitrião deveria ter mais mariscos) e uma salsa de alho que você mistura um pouco no prato
bocadillo - sanduiche - ok, esse é normal, mas o de butirarra com cebolla da champanheria era simplismente sensacional
croquetas - no inopia elas competem sério com os salgados do bracarense.
bomba - tipo uma coxinha recheada de carne com salsa picante
pan con tomat - pão com bastante azeite e tomate ralado
xocoa - loja "gourmet" de chocolate
suco rosa de uma fruta exótica rosa com uns "espinhos" e coco - tomei na boquería por 1 euro
saudades e malas prontas para a próxima parada.
domingo
dia todo de chuva. pegamos o funicular até montjuic para a fundació miró. não deu pra conhecer a área por causa da chuva. descemos até o palau nacional/mnac, só deu tempo de ver uma sala (do período românico) porque o museu, que é gigantesco, fechava às 2:30 no domingo. tentativa frustrada de almoço no los caracoles. mau humor de fome, volta pra casa. à noite fomos encontrar c & r, nossos amigos vindos de paris. finalmente conseguimos jantar no los caracoles, finalmente paella. depois, passeio nas ramblas até o port vell.
***
museu miró: exposição muito interessante, o tema era a nova china. acho que essa exposição esteve já no ccbb. a curadoria foi eficiente, conseguiu pinçar obras de diferentes artistas e distintos meios e formas de expressão, mas que no todo fizeram um sentido. exposição vertical sobre o tema.
coleção miró: assim como no picasso, horizontal, conta a trajetória do artista. muita vida, principalmente quando paradoxalmente ele já estava nos últimos anos. gostei muito de uma foto sua, já bem velho, mas com um sorriso e um olhar cheios de vivacidade. um artista não se faz do dia pra noite. lembrei tanto da minha irmã, que teria adorado. aliás, acho que ela vai adorar barcelona. não sei explicar muito o que faz a gente gostar dessa ou de qualquer cidade, porque a opinião vai ser invariavelmente subjetiva e única. de barcelona pode-se falar da arquitetura. acho pouco, mas também não consegui encontrar as palavras certas para dizer o que me fez gostar daqui.
bcn (25/05) - 23.109 passos
***
segunda
encontro com c & r de manhã. catedral, gótico, passeig de gracia - prédios incríveis. visita à casa milá (ou la pedrera) de gaudí. mais um contato de perto com esse arquiteto iluminado. almoço bem honesto (bufet de saladas e pratos quentes + sobremesa + bebida + café = 8.95) na rambla catalunya. m. encontra com a gente, vamos ao parc guell. lindo e merecidamente cheio de turistas. volta para praça catalunya. queijos & vinhos em casa com nossos anfitriões.
bcn (26/05) - 18.418 passos
terça
sagrada família de manhã. de babar. almoço bem bom, bonito e barato no la fonda com c& r. montjuic de novo à tarde, dessa vez com sol. castelinho, teleférico, vila olímpica. aproveitamos para ver o restante do mnac. a parte do modernismo é a melhor, valeu pelos móveis e acessórios da época e por três telas do picasso. descemos e fomos direto para o inopia, um bar de tapas famosinho. bom demais. fim de tarde (às 20:30) na barceloneta.
bcn (27/05) - 28.044 passos
***
resultados das explorações de comidas exóticas e/ou locais de barcelona:
cava - espumante daqui
jamón serrano = presunto parma
fuet - tipo um salame branco por fora
butifarra - tipo uma linguiça
batatas bravas - fritas com uma salsa picante
fideuá (prato típico da catalunha) - macarrãozinho bem fininho com um molho escuro, lulas (segundo meu anfitrião deveria ter mais mariscos) e uma salsa de alho que você mistura um pouco no prato
bocadillo - sanduiche - ok, esse é normal, mas o de butirarra com cebolla da champanheria era simplismente sensacional
croquetas - no inopia elas competem sério com os salgados do bracarense.
bomba - tipo uma coxinha recheada de carne com salsa picante
pan con tomat - pão com bastante azeite e tomate ralado
xocoa - loja "gourmet" de chocolate
suco rosa de uma fruta exótica rosa com uns "espinhos" e coco - tomei na boquería por 1 euro
saudades e malas prontas para a próxima parada.
barcelona :: turismo frenético
ontem esqueci de dizer que comprei duas coisas no mercado: cerejas - amo, adoro, aqui são tão baratas e shampoo/condicionador, que é mais uma das minhas estranhas manias, minha irmã sabe.
***
como ontem não fizemos muito turismo, o dia hoje foi de tirar o atraso. tem essa coisa genial de ter sol até nove da noite, o que faz com que o dia renda muito. começamos pelo arco do triunfo, parc da ciutadella, born e museu picasso. sempre ouvi que o de barcelona era bem melhor que o de paris mas, sinceramente, discordo. gostei da casa do daqui, da historinha em ordem cronológica, mas achei que faltou coisa.
depois, andamos até onze da noite com nossos amigos, que são dotados de imensa paciência para ainda turistar com a gente depois de tantos anos de barcelona.
lugares: gótico, born, ramblas, boquería, raval, rambla catalunya. almoço no il passatore. cerveja no ovella negra. pulinho no bosque das faldas. tentativa frustrada de comer tapas gostosas num lugar que não lembramos o nome.
estou cansada demais pra dizer coisa com coisa, mas aproveito a internet e, maravilha, o teclado em português. escrevo pra lembrar o que fiz depois. minhas impressões, preciso de um tempo para digerir.
bcn (24/05) - 21.151 passos
***
como ontem não fizemos muito turismo, o dia hoje foi de tirar o atraso. tem essa coisa genial de ter sol até nove da noite, o que faz com que o dia renda muito. começamos pelo arco do triunfo, parc da ciutadella, born e museu picasso. sempre ouvi que o de barcelona era bem melhor que o de paris mas, sinceramente, discordo. gostei da casa do daqui, da historinha em ordem cronológica, mas achei que faltou coisa.
depois, andamos até onze da noite com nossos amigos, que são dotados de imensa paciência para ainda turistar com a gente depois de tantos anos de barcelona.
lugares: gótico, born, ramblas, boquería, raval, rambla catalunya. almoço no il passatore. cerveja no ovella negra. pulinho no bosque das faldas. tentativa frustrada de comer tapas gostosas num lugar que não lembramos o nome.
estou cansada demais pra dizer coisa com coisa, mas aproveito a internet e, maravilha, o teclado em português. escrevo pra lembrar o que fiz depois. minhas impressões, preciso de um tempo para digerir.
bcn (24/05) - 21.151 passos
dia de férias :: barcelona
hoje acordamos quase uma da tarde. ok, você deve estar pensando, por-ra tá em barcelona e dorme a manhã inteira?! mas eu respondo, ré-lou?! estou de f-é-r-i-a-s! como o primeiro dia oficial de férias (ontem passeamos mas foi um dia em trânsito), achei que tinha o direito de dormir e flanar sem muita obrigação.
saímos e fomos logo resolver a função da máquina. só não contávamos com a longa siesta dos espanhóis, que dura até cinco da tarde. ou seja, quase tudo fecha. andamos muito tempo nos arredores da praça catalunya, até que a mari veio encontrar com a gente. levou mais um tempão até comprarmos finalmente a câmera. de lá, pegamos o metrô e fomos na champanheria, na barceloneta, um lugar bem legal, um estilo bar brasil mas sem mesas e completamente translotado de gente. lá se comem uns sanduíches ótimos com um espumante surrealmente barato (o meu rosado foi 0,6 c a taça). depois caminhamos bastante pela barceloneta, a "copacabana" daqui, até a praia do porto olímpico. aí passamos num shoppinzinho chamado icaria onde fomos ao mercado, comprar coisinhas pra fazer o jantar.
***
ler catalão até que não é difícil, mas não dá pra entender quase nada quando eles falam.
***
hoje em dia é meio entediante fazer compras no mundo globalizado. me lembro de ter ficado maravilhada na minha primeira vez no mercado no "estrangeiro". depois, ir ao supermercado em qualquer país virou tradição. hoje eu me dei conta que as marcas são todas iguais. há novidade, claro, mas a seção de higiene, por exemplo, é tão parecida com a nossa - exceto pelo tamanho das embalagens, que aqui são gigantes. fiquei um pouco decepcionada, a globalização tira a alegria das crianças.
bcn (23/05) - 22 passos (deixei o celular em casa :-p)
saímos e fomos logo resolver a função da máquina. só não contávamos com a longa siesta dos espanhóis, que dura até cinco da tarde. ou seja, quase tudo fecha. andamos muito tempo nos arredores da praça catalunya, até que a mari veio encontrar com a gente. levou mais um tempão até comprarmos finalmente a câmera. de lá, pegamos o metrô e fomos na champanheria, na barceloneta, um lugar bem legal, um estilo bar brasil mas sem mesas e completamente translotado de gente. lá se comem uns sanduíches ótimos com um espumante surrealmente barato (o meu rosado foi 0,6 c a taça). depois caminhamos bastante pela barceloneta, a "copacabana" daqui, até a praia do porto olímpico. aí passamos num shoppinzinho chamado icaria onde fomos ao mercado, comprar coisinhas pra fazer o jantar.
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ler catalão até que não é difícil, mas não dá pra entender quase nada quando eles falam.
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hoje em dia é meio entediante fazer compras no mundo globalizado. me lembro de ter ficado maravilhada na minha primeira vez no mercado no "estrangeiro". depois, ir ao supermercado em qualquer país virou tradição. hoje eu me dei conta que as marcas são todas iguais. há novidade, claro, mas a seção de higiene, por exemplo, é tão parecida com a nossa - exceto pelo tamanho das embalagens, que aqui são gigantes. fiquei um pouco decepcionada, a globalização tira a alegria das crianças.
bcn (23/05) - 22 passos (deixei o celular em casa :-p)
lisboa-bcn
pra variar, foi aquela correria pra sair de casa e chegar no aeroporto. felizmente, tudo certo. vôo lo-ta-do, depois eu digo que a europa é a nova região dos lagos e nego ri. me senti na própria 1001. a diferença foi a comida quentinha e o vinho que me fizeram dormir quase que instantaneamente. é um dom isso de dormir em viagem, eu acho.
****
como era esperado, assim que chegamos em lisboa fomos informados que perdemos a nossa conexão pra barcelona. o bom foi que já estávamos preparados pra isso, assim não nos aborrecemos. pelo contrário, aproveitamos a manhã para pegar um ônibus e dar uma voltinha pelo centro de lisboa. me pareceu uma graça de cidade, apesar da chuva que caía sem parar. quero voltar um dia com calma. andamos do centrinho até o castelo de são jorge. na volta, paramos numa missa emocionante na sé. era corpus christi e a igreja estava lotada. confirmei que sou uma boa duma carola e adoro uma missinha. pena que não deu pra ficar até o final...
de volta ao aeroporto almoçamos com o voucher da tap e fomos embarcar pra barcelona.
lisboa (22/05) - 14.594 passos
****
tirando o lance da perda da conexão, que acabou sendo bom, deu tudo certo. não fizemos imigração na espanha (só em portugal), nossas malas chegaram inteiras (só não sei se eu trouxe a máquina digital, ou se pegaram na minha mochila aqui), o que também não é um grande problema, só uma desculpa a mais pro cônjuge comprar uma nova.
amanhã vamos começar a desbravar a cidade.
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como era esperado, assim que chegamos em lisboa fomos informados que perdemos a nossa conexão pra barcelona. o bom foi que já estávamos preparados pra isso, assim não nos aborrecemos. pelo contrário, aproveitamos a manhã para pegar um ônibus e dar uma voltinha pelo centro de lisboa. me pareceu uma graça de cidade, apesar da chuva que caía sem parar. quero voltar um dia com calma. andamos do centrinho até o castelo de são jorge. na volta, paramos numa missa emocionante na sé. era corpus christi e a igreja estava lotada. confirmei que sou uma boa duma carola e adoro uma missinha. pena que não deu pra ficar até o final...
de volta ao aeroporto almoçamos com o voucher da tap e fomos embarcar pra barcelona.
lisboa (22/05) - 14.594 passos
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tirando o lance da perda da conexão, que acabou sendo bom, deu tudo certo. não fizemos imigração na espanha (só em portugal), nossas malas chegaram inteiras (só não sei se eu trouxe a máquina digital, ou se pegaram na minha mochila aqui), o que também não é um grande problema, só uma desculpa a mais pro cônjuge comprar uma nova.
amanhã vamos começar a desbravar a cidade.
pé na estrada
malas prontas: eis duas palavrinhas que me enchem de expectativa.
frio na barriga. será que as malas estão prontas mesmo?
é amanhã!
até concretizar meu projeto de um dia ser ricardo freire quando crescer, ainda continuo sentindo essa alegria infantil na véspera de qualquer viagem.
se der tempo, passo por aqui pra contar as boas novas dos jardins do velho mundo.
frio na barriga. será que as malas estão prontas mesmo?
é amanhã!
até concretizar meu projeto de um dia ser ricardo freire quando crescer, ainda continuo sentindo essa alegria infantil na véspera de qualquer viagem.
se der tempo, passo por aqui pra contar as boas novas dos jardins do velho mundo.
homem primata
sabe uma coisa que eu acho incrível? como a gente é muito mais bicho do que julga ser!
meus instintos é que me lembram disso de vez em quando. eles chegam pra mim e dão aquele toque: ei, 'ser racional', acorda, desce daí! então eu me reenquadro ao reino a que pertenço.
vivenciei isso no outro dia, quando de repente me vi cheia de um orgulho vaidoso ao observar o cônjuge brincando com 01 e 02. logo eu, que não tenho nenhuma convicção de que um dia sequer vou procriar, vendo o jeito dele com crianças, me senti segura de que tinha feito uma boa escolha.
mim, fêmea, escolheu o macho certo pra chamar de seu. uga. buga.
meus instintos é que me lembram disso de vez em quando. eles chegam pra mim e dão aquele toque: ei, 'ser racional', acorda, desce daí! então eu me reenquadro ao reino a que pertenço.
vivenciei isso no outro dia, quando de repente me vi cheia de um orgulho vaidoso ao observar o cônjuge brincando com 01 e 02. logo eu, que não tenho nenhuma convicção de que um dia sequer vou procriar, vendo o jeito dele com crianças, me senti segura de que tinha feito uma boa escolha.
mim, fêmea, escolheu o macho certo pra chamar de seu. uga. buga.
insônia
alívio de ter conseguido resolver muitas pendências. aflição de ainda ter tantas outras pela frente. ansiedade pelo bom porvir. saudades do deleite que passou tão rápido.
é deitar e ficar de papo com o travesseiro, repassando o dia de amanhã, revivendo diálogos em que gostaria de ter dito outras frases. é a hora do checklist mental, que não serve de nada porque os pensamentos não seguem o fluxo normal da autopista, nessa hora eles são meros carrinhos de bate-bate. é remorso e culpa de saber que o seu corpo vai te cobrar estas horas de sono logo ali, no dia seguinte. no meio daquele remoer de indecisão entre levantar de uma vez e dar mais uma chance ao sono, você decide que fica. e então ela vem: ela, A GRANDE IDÉIA. aquela idéia, que nunca ninguém teve, que é simples e revolucionária, aquela idéia que, se não vai resolver seus problemas em pouco tempo, pelo menos te dará grande satisfação ao dividí-la com o mundo. e aí você, gênio instantâneo, decide que zzzzzzzzzz...
[para mal de insônia eu costumo rezar ou inventar histórias. já dormi muitas vezes com a grande idéia. hoje nem tentei.]
é deitar e ficar de papo com o travesseiro, repassando o dia de amanhã, revivendo diálogos em que gostaria de ter dito outras frases. é a hora do checklist mental, que não serve de nada porque os pensamentos não seguem o fluxo normal da autopista, nessa hora eles são meros carrinhos de bate-bate. é remorso e culpa de saber que o seu corpo vai te cobrar estas horas de sono logo ali, no dia seguinte. no meio daquele remoer de indecisão entre levantar de uma vez e dar mais uma chance ao sono, você decide que fica. e então ela vem: ela, A GRANDE IDÉIA. aquela idéia, que nunca ninguém teve, que é simples e revolucionária, aquela idéia que, se não vai resolver seus problemas em pouco tempo, pelo menos te dará grande satisfação ao dividí-la com o mundo. e aí você, gênio instantâneo, decide que zzzzzzzzzz...
[para mal de insônia eu costumo rezar ou inventar histórias. já dormi muitas vezes com a grande idéia. hoje nem tentei.]
desejo & reparação
tenho a impressão de que eu sou a única pessoa, dentre as pessoas em cujo senso estético eu confio, que não gostou de "desejo e reparação". diante do placar tão favorável ao filme, fico até com vergonha que confessar que eu achei chato, muito chato.
pois achei.
pois achei.
alegría!
01 e 02 estão na área. vieram passar a semana e comemorar o aniversário de 01, que cai na quinta. poderia ficar aqui falando do meu novo amor, do bi-campeonato do flamengo, das férias que se aproximam. mas, por enquanto, dá licença que eu vou é aproveitar aqueles dois porque não existe alegria maior.
a maçã e eu
eva mordeu a maçã e foi expulsa do paraíso. quem poderá culpá-la? a maçã era deliciosa.
eu mesma achei que isso nunca aconteceria comigo, que toda essa apologia, esse frenesi, era coisa de desocupado. como sempre, paguei a língua. dei a primeira mordida e agora estou irremediavelmente apaixonada.
[ultimamente ando muito apegada aos objetos]
eu mesma achei que isso nunca aconteceria comigo, que toda essa apologia, esse frenesi, era coisa de desocupado. como sempre, paguei a língua. dei a primeira mordida e agora estou irremediavelmente apaixonada.
[ultimamente ando muito apegada aos objetos]
as novas de são paulo
as boas descobertas da vez: spot, no centro, onde comi uma deliciosa pasta com cogumelos (tenho tido sonhos com ela de vez em quando); le tartine, também no centro, aconchegante e gostoso; e veríssimo, no brooklin, bar temático do autor homônimo, bacaninha. teve também um restaurantezinho de sopas & caldos em moema que eu fui com a., mas não lembro o nome.
a. é uma excelente anfitriã da sua cidade, sua falta de habilidade ao volante é totalmente compensada por seu vasto conhecimento de lugares legais. da última vez que estivemos todos lá ela nos levou no pé de manga, que é muito agradável, mas a comida não era nada sensacional. também inventamos de ir numa cantina e ela levou a gente pro c q sabe. também não achamos nada demais. até que depois de tanto dirigir seu carrinho de bate-bate, com cinco bocas que não paravam de falar, ela finalmente conseguiu saciar nosso paladar requintado com o auto-proclamado melhor bolo de chocolate do mundo, na oscar freire (onde mais?).
não devíamos ser tão exigentes com a. além de ser ótima como anfitriã, quando vem ao rio também não nos dá trabalho algum. basta levá-la ao braseiro e ela se dá por satisfeita satisfeita.
***
o metrô de são paulo também foi uma boa descoberta. eu já tinha andado, mas como turista, não a trabalho. apesar de quente como um inferno, o metrô é abundante, passa de dois em dois minutos, e muito rápido.
***
e pra não dizer que eu só falei das flores, as novas (?) manias nessa estranha cidade são:
-iphones (o novo brinquedo da paulistada) - em todo lugar, pra onde quer que você olhe: em cima das mesas, nas cinturas, nas mãos.
- velhinhos tocando sanfona em bistrôs. "em paris é assim", o garçom disse. quem ousa contrariar?
a. é uma excelente anfitriã da sua cidade, sua falta de habilidade ao volante é totalmente compensada por seu vasto conhecimento de lugares legais. da última vez que estivemos todos lá ela nos levou no pé de manga, que é muito agradável, mas a comida não era nada sensacional. também inventamos de ir numa cantina e ela levou a gente pro c q sabe. também não achamos nada demais. até que depois de tanto dirigir seu carrinho de bate-bate, com cinco bocas que não paravam de falar, ela finalmente conseguiu saciar nosso paladar requintado com o auto-proclamado melhor bolo de chocolate do mundo, na oscar freire (onde mais?).
não devíamos ser tão exigentes com a. além de ser ótima como anfitriã, quando vem ao rio também não nos dá trabalho algum. basta levá-la ao braseiro e ela se dá por satisfeita satisfeita.
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o metrô de são paulo também foi uma boa descoberta. eu já tinha andado, mas como turista, não a trabalho. apesar de quente como um inferno, o metrô é abundante, passa de dois em dois minutos, e muito rápido.
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e pra não dizer que eu só falei das flores, as novas (?) manias nessa estranha cidade são:
-iphones (o novo brinquedo da paulistada) - em todo lugar, pra onde quer que você olhe: em cima das mesas, nas cinturas, nas mãos.
- velhinhos tocando sanfona em bistrôs. "em paris é assim", o garçom disse. quem ousa contrariar?
quem topa?
esse final de semana tem show do jorge vercillo no canecão.
estava pensando em armar um atentado, alguém me acompanha?
ao invés de ficarem de plantão em frente ao prédio de onde supostamente o pai e a madrastra atiraram a garotinha janela abaixo, aquele bando de desocupados podia estar aqui me ajudando a tacar pedras no jorge vercillo. afinal de contas o crime dele contra a música já foi mais do que provado. bora, negada, eu pago a van! quem topa?
estava pensando em armar um atentado, alguém me acompanha?
ao invés de ficarem de plantão em frente ao prédio de onde supostamente o pai e a madrastra atiraram a garotinha janela abaixo, aquele bando de desocupados podia estar aqui me ajudando a tacar pedras no jorge vercillo. afinal de contas o crime dele contra a música já foi mais do que provado. bora, negada, eu pago a van! quem topa?
a verdadeira experiência antropológica
estou passando a semana em são paulo fazendo o melhor tipo de turismo que alguém pode fazer. mais não posso contar, só que está sendo f-o-d-a.
[aliás, já começou foda: no mesmo vôo que ninguem menos que narcisa-ai-que-absurdo-tamborindeguy! hoje, café da manhã admirando tony belloto de longe. belo espécime do sexo masculino na flor da maturidade.]
[aliás, já começou foda: no mesmo vôo que ninguem menos que narcisa-ai-que-absurdo-tamborindeguy! hoje, café da manhã admirando tony belloto de longe. belo espécime do sexo masculino na flor da maturidade.]
01 e 02
01 e 02 têm um cabelo loiro que ninguém sabe de onde vem. [maravilhas da genética. me fazem ter fé que se um dia eu tiver um filho, ele vai nascer com o nariz pequeno.]
01 e 02 gostam de backyardigans e matisse. às vezes abrem concessões para barney e picasso.
01 e 02 se dão bem, com algumas ressalvas. quando 02 nasceu, o mundo de 01 caiu. sempre que tinha uma oportunidade ele ia lá e dava uns tapas ou puxava o cabelo da irmã. hoje ela já sabe revidar. mas a verdade é que agora eles não vivem um sem o outro, mesmo que seja para se morderem mutuamente de vez em quando.
01 é um garoto inquieto bastante expressivo, que se comunica com os olhos, gestos e meia dúzia de palavras. tem um sono agitado. adora dançar. tem muitos brinquedos, mas não liga pra quase nenhum. 01 gosta mesmo é de prestar atenção nas pessoas e, claro, quer que prestem atenção nele também. 01 não tem explicação, mas seu sorriso desvenda todos os enigmas do mundo.
02 é uma menininha esperta e cheia de vontades. ela é tudo aquilo que se pode resumir na palavra gracinha. vive cantando. só dorme abraçada a um livrinho de pano encardido e cercada de travesseiros e bichos. quando acorda, cata tudo e, ainda com a mamadeira na boca, percorre a casa em busca do consolo que necessitam aqueles que caíram da cama. no mundo perfeito de 02 o chão seria um pula-pula, o almoço seria farofa, o jantar chocolate e o resto ficaria por conta do xamego.
[é tão difícil falar de quem se ama assim. é tão dolorida a saudade.]
01 e 02 gostam de backyardigans e matisse. às vezes abrem concessões para barney e picasso.
01 e 02 se dão bem, com algumas ressalvas. quando 02 nasceu, o mundo de 01 caiu. sempre que tinha uma oportunidade ele ia lá e dava uns tapas ou puxava o cabelo da irmã. hoje ela já sabe revidar. mas a verdade é que agora eles não vivem um sem o outro, mesmo que seja para se morderem mutuamente de vez em quando.
01 é um garoto inquieto bastante expressivo, que se comunica com os olhos, gestos e meia dúzia de palavras. tem um sono agitado. adora dançar. tem muitos brinquedos, mas não liga pra quase nenhum. 01 gosta mesmo é de prestar atenção nas pessoas e, claro, quer que prestem atenção nele também. 01 não tem explicação, mas seu sorriso desvenda todos os enigmas do mundo.
02 é uma menininha esperta e cheia de vontades. ela é tudo aquilo que se pode resumir na palavra gracinha. vive cantando. só dorme abraçada a um livrinho de pano encardido e cercada de travesseiros e bichos. quando acorda, cata tudo e, ainda com a mamadeira na boca, percorre a casa em busca do consolo que necessitam aqueles que caíram da cama. no mundo perfeito de 02 o chão seria um pula-pula, o almoço seria farofa, o jantar chocolate e o resto ficaria por conta do xamego.
[é tão difícil falar de quem se ama assim. é tão dolorida a saudade.]
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